Ao analisar o atual
panorama sobre a inclusão de alunos com deficiência e/ou transtornos nos
sistemas regulares de ensino, deparamos com fatores que ainda dificulta a
integração destes de modo adequado, tais como um ambiente físico que garanta
sua acessibilidade, profissionais qualificados e a aceitação do grupo.
Visto a necessidade
de compreender como a criança se expressa a respeito das diferenças uma das
outras e como isto interfere na integração e no seu desenvolvimento para que,
de fato, ocorra uma inclusão produtiva da criança com deficiência, transtorno
ou necessidades educativas especiais, anexamos os desenhos realizados pelos
alunos da escola municipal Argentina Coutinho, professora Sandra, da turma 501
A, onde relatamos seus depoimentos a respeito de seus registros e vivências.
É o kauã. O
menino da minha rua. Ele não anda. O pai dele passeia com ele e eu vejo só ele.
(Marcelo)
Fonte:
E.M. Argentina Coutinho. Agatha.8 anos.
Ela é dessa
sala. Ela não copia só dorme. (Agatha)
Fonte: E.M.
Argentina Coutinho. Thiffani. 10 anos.
A professora tá
tentando levantar o aluno Moisés que é autista. (Thiffani)
Analisando todo o percurso e
direitos conquistados através da inclusão, nos deparamos como este tema ainda
ocasiona desconforto em alguns docentes e como a falta de estrutura física e
pedagógica de diversas instituições regulares afetam os alunos. A respeito da
inclusão Freitas (2006) afirma que:
Utilizamos dessa problemática a nossa motivação que nos impulsionou a coletar informações com docente que atua com a inclusão de alunos com alguma necessidade educativa especial, compreendendo como adequar as práticas pedagógicas de forma a atender a todos.a inclusão desafia, pois, a mudanças, estimula a flexibilidade das relações, a redistribuição dos recursos para um mais correto aproveitamento, o trabalho em equipe, a colaboração e a cooperação, o envolvimento de toda a escola, dos pais, da comunidade, dos diferentes serviços e dos seus profissionais do sistema educativo. (FREITAS, 2006, p. 38.).
BIOGRAFIA DO ENTREVISTADO:
Professora Andréa, 40 anos de idade e 22 anos de magistério. Área de Formação, licenciatura em letras, curso de formação de professores de 1ª a 4ª série e pós graduação em psicopedagogia e curso de Educação Especial realizado pelo IHA (Instituto Helena Antipoff).
O
que é preciso para transformar a escola regular em um espaço adequado para
inclusão?
A escola regular, para
ser um espaço para trabalhar com alunos com deficiência, precisa ser uma escola
inclusiva, em defesa do direito de todos os alunos de estarem juntos,
aprendendo e participando sem nenhum tipo de discriminação.
Quais
estratégias que você utilizou (a) para atender a inclusão de seus alunos que
apresentam alguma deficiência, transtorno ou necessidades educativas especiais?
As estratégias realizadas com o
aluno especial são sempre planejadas visando o acesso ao currículo e a sua
interação no grupo, para que ele esteja incluído em todas as atividades da
escola. O desenvolvimento da criança é resultado das experiências que ela tem
no seu grupo social ou em outros grupos com os quais também convive. Os
conhecimentos e habilidades são desenvolvidos a partir das experiências
sociais, de um processo de aprendizagem, onde se respeita o seu tempo.
Qual
foi sua maior vitória ao trabalhar com educação inclusiva?
Lidar com alunos
especiais é sempre uma aprendizagem, onde qualquer que seja o seu progresso, é
sempre uma vitória. Deve-se buscar a aprendizagem, mas respeitando seus limites
e proporcionando-a de forma prazerosa, através do uso, também, de materiais
adequados e atraentes. Pode-se também utilizar jogos e brincadeiras. “brincando
a criança experimenta, descobre, inventa, exercita e confere suas habilidades.”
(Cunha).
Quais
os desafios que você enfrentou ao lidar com alunos especiais? Cite as
necessidades destes alunos.
O desafio, ou seja, a dificuldade
não são os alunos em si e sim o local ser adequado. Tive um aluno cadeirante
numa escola sem rampa.
Diante
do exposto, observamos como necessitamos de uma transformação própria para
acolher as crianças sem enxergar suas limitações e sim sua capacidade de
aprender, pois o direito a aprender deve ser igual á todos e entender a importância de nossa missão de educador, como relatou Amala Yousafzai "Uma Criança, uma caneta, um livro e um professor podem mudar o mundo".



Parabéns ao grupo! Excelente... Inclusão é o caminho! ;) Abraços
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