quinta-feira, 21 de maio de 2015

Meu amigo diferente é Especial!

             Ao analisar o atual panorama sobre a inclusão de alunos com deficiência e/ou transtornos nos sistemas regulares de ensino, deparamos com fatores que ainda dificulta a integração destes de modo adequado, tais como um ambiente físico que garanta sua acessibilidade, profissionais qualificados e a aceitação do grupo.
                    Visto a necessidade de compreender como a criança se expressa a respeito das diferenças uma das outras e como isto interfere na integração e no seu desenvolvimento para que, de fato, ocorra uma inclusão produtiva da criança com deficiência, transtorno ou necessidades educativas especiais, anexamos os desenhos realizados pelos alunos da escola municipal Argentina Coutinho, professora Sandra, da turma 501 A, onde relatamos seus depoimentos a respeito de seus registros e vivências.


                                              Fonte: E.M. Argentina Coutinho. Marcelo. 10 anos.
                É o kauã. O menino da minha rua. Ele não anda. O pai dele passeia com ele e eu vejo só ele. (Marcelo)

                                                            Fonte: E.M. Argentina Coutinho. Agatha.8 anos.
                Ela é dessa sala. Ela não copia só dorme. (Agatha)

                                                            Fonte: E.M. Argentina Coutinho. Thiffani. 10 anos.
         A professora tá tentando levantar o aluno Moisés que é autista. (Thiffani)

              Foi com grande luta que as pessoas portadoras de algum tipo de deficiência conquistaram o direito ao ingresso nas escolas regulares. No Brasil essa visão se consolidou com a criação, em 2008, da política Nacional de educação Especial na perspectiva da educação inclusiva.
            Analisando todo o percurso e direitos conquistados através da inclusão, nos deparamos como este tema ainda ocasiona desconforto em alguns docentes e como a falta de estrutura física e pedagógica de diversas instituições regulares afetam os alunos. A respeito da inclusão Freitas (2006) afirma que: 
a inclusão desafia, pois, a mudanças, estimula a flexibilidade das relações, a redistribuição dos recursos para um mais correto aproveitamento, o trabalho em equipe, a colaboração e a cooperação, o envolvimento de toda a escola, dos pais, da comunidade, dos diferentes serviços e dos seus profissionais do sistema educativo. (FREITAS, 2006, p. 38.).
              Utilizamos dessa problemática a nossa motivação que nos impulsionou a coletar informações com docente que atua com a inclusão de alunos com alguma necessidade educativa especial, compreendendo como adequar as práticas pedagógicas de forma a atender a todos. 
BIOGRAFIA DO ENTREVISTADO:
Professora Andréa, 40 anos de idade e 22 anos de magistério. Área de Formação, licenciatura em letras, curso de formação de professores de 1ª a 4ª série e pós graduação em psicopedagogia e curso de Educação Especial realizado pelo IHA (Instituto Helena Antipoff).

O que é preciso para transformar a escola regular em um espaço adequado para inclusão?
         A escola regular, para ser um espaço para trabalhar com alunos com deficiência, precisa ser uma escola inclusiva, em defesa do direito de todos os alunos de estarem juntos, aprendendo e participando sem nenhum tipo de discriminação.

Quais estratégias que você utilizou (a) para atender a inclusão de seus alunos que apresentam alguma deficiência, transtorno ou necessidades educativas especiais?
            As estratégias realizadas com o aluno especial são sempre planejadas visando o acesso ao currículo e a sua interação no grupo, para que ele esteja incluído em todas as atividades da escola. O desenvolvimento da criança é resultado das experiências que ela tem no seu grupo social ou em outros grupos com os quais também convive. Os conhecimentos e habilidades são desenvolvidos a partir das experiências sociais, de um processo de aprendizagem, onde se respeita o seu tempo.

Qual foi sua maior vitória ao trabalhar com educação inclusiva?
         Lidar com alunos especiais é sempre uma aprendizagem, onde qualquer que seja o seu progresso, é sempre uma vitória. Deve-se buscar a aprendizagem, mas respeitando seus limites e proporcionando-a de forma prazerosa, através do uso, também, de materiais adequados e atraentes. Pode-se também utilizar jogos e brincadeiras. “brincando a criança experimenta, descobre, inventa, exercita e confere suas habilidades.” (Cunha).

Quais os desafios que você enfrentou ao lidar com alunos especiais? Cite as necessidades destes alunos.
            O desafio, ou seja, a dificuldade não são os alunos em si e sim o local ser adequado. Tive um aluno cadeirante numa escola sem rampa.

Diante do exposto, observamos como necessitamos de uma transformação própria para acolher as crianças sem enxergar suas limitações e sim sua capacidade de aprender, pois o direito a aprender deve ser igual á todos e entender a importância de nossa missão de educador, como relatou Amala Yousafzai "Uma Criança, uma caneta, um livro e um professor podem mudar o mundo". 







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